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Emerson divulgando Sombras do Futuro no Facebook
Emerson Abreu
Informações Biográficas
Nome Completo
Emerson Bernardo de Abreu
Nascimento
29 de julho de 1974 (43 anos)
Nacionalidade
Bandeira do Brasil Brasileiro
Carreira e Trabalhos
Profissão(ões) e Ocupação
Roteirista da MSP
Trabalhos na Turma da Mônica
Roteirista das Histórias em Quadrinhos
Outros Trabalhos Notáveis
Veja as notas de rodapé para mais informações
Período em Atividade
1996-atualmente
Website
Site-icone Site Oficial do Emerson

Emerson Abreu (Rio de Janeiro, 29 de julho de 1974) [1] [2] é um Roteirista da Mauricio de Sousa Produções (MSP), que ingressou em 1996. Já atuou como ilustrador e deu aulas de desenho.

Emerson é reconhecido por seu estilo diferente nos quadrinhos, com formatos únicos de distintos aspectos caricatos e engraçados dos personagens que cria. Ao iniciar seu trabalho na MSP, desenvolveu ainda mais a história, características e personalidades dos personagens já existentes, em especial a Denise e o Xaveco, que se tornaram ainda mais populares e queridos pelo público.

É o criador da "Supersaga do Fim do Mundo", nas edições da Turma da Mônica Jovem. Além de autor de personagens notáveis, como a Bruxa Viviane, a Jumenta Voadora, a LELEALA, as Meninas do Bairro das Pitangueiras, a Família do Xaveco, os Tombanianos, e muitos outros.

Biografia Editar

Emerson Abreu em sua infância

Emerson em sua infância. (Foto: Reprodução/Facebook)

Filho de Penha Maria e Luiz Carlos,[1] nasceu em 29 de julho de 1974 no Rio de Janeiro e cresceu em São Paulo, atualmente mora em Jundiaí. Começou a trabalhar na MSP em 1996, suas contribuições nas edições receberam reconhecimento imediato, isto pelo seu estilo único e histórias caricatas.

Após começar a desenvolver melhor os seus personagens e criações, o reconhecimento de Emerson Abreu foi imediato. Ele fez polêmica na 5ª edição da Turma da Mônica Jovem, após fazer com que Denise usasse gírias gays. O site gay chamado: "A Capa", comentou sobre todo o ocorrido, incluindo uma entrevista com o roteirista.[3] Nas comunidades do Orkut, grandes discussões eram travadas por suas gírias.

Em Setembro de 2009, o site "Melhores do Mundo", especializado em quadrinhos, filmes e cultura POP deu nota 10 para a história "Causando na Roça", escrita por Emerson e publicada em Chico Bento Nº 32, da Editora Panini.[4] [5] Na crítica, foi elogiado a temática humorística e as expressões "modernosas" da Denise, personagem principal da trama:

"Fazia tempo que não lia um gibi tão espetacular! Chico Bento #32 é uma pequena obra-prima perdida no meio dos muitos gibis mensais da Turma da Mônica."
—Falecido Ultra, do site "Melhores do Mundo" sobre "Causando na Roça".[5]

Emerson Abreu é, atualmente, o roteirista com mais interação entre os leitores. Antigamente, ele postava o quadro "Você Sabia?" em seu perfil do Facebook, onde explicava coisas em geral, easter eggs e referências inclusas em suas histórias.[6] Entretanto, com medo de ser visto como uma má influência pelas crianças, por seu vício em bebidas alcoólicas e cigarros, ele criou uma página chamada "Emerson Bernardo de Abreu", para onde passou todo o conteúdo e seguiu postando por um determinado tempo. É frequentemente chamado de "tio Emerson" por seus fãs.

Estilo de criação Editar

Cebolinha e Mônica correndo de toupeiras

Mônica e Cebolinha, fantasiados de acordo com a cultura japonesa, fogem de toupeiras em roteiro de Emerson. Na história de abertura, "Ninguém quer brincar comigo", Mônica e Cebolinha tentam se divertir de alguma forma para acalmar o garoto, que estava deprimente.

Emerson Abreu é reconhecido por seu estilo diferente nos quadrinhos. Em março de 2010, ele foi entrevistado por Gabriela Lima, que cursa Publicidade na ESAMC, e deu mais detalhes sobre o estilo que adota.[7]

Uma obrigação que Emerson impõe a cada mês é: "Não escrever histórias com temas repetidos, surpreender o leitor e buscar o inusitado". Para estimular ainda mais sua criatividade, ele lê catálogos, livros, gibis europeus e americanos, alternativos, tiras de jornal, revistas informativas e campanhas editoriais. Também busca assistir filmes, desenhos-animados, comerciais, seriados de TV e acompanhar tudo o que está acontecendo no mundo da arte. Emerson busca não escrever em internetês, por ser capaz de pegar manias muito difíceis de largar no futuro. Abreu usa todo o tempo disponível para acompanhar o que os outros colegas de profissão estão fazendo, pesquisando, criando novas formas de se contar uma história e buscando inspiração na vida real.[7]

Ele usa tudo ao seu redor para virar uma história: sua infância, o modo de comportamento das pessoas (que é acentuado em suas criações, caracterizando-as), uma discussão que teve com o namorado, um texto da internet, um programa de TV, um vídeo no YouTube, um game que joga, uma crítica à sociedade e uma conversa de bar. Seguindo esse raciocínio, ele anota cada ideia que surgir, por mais estranha que possa parecer; se acha que pode render um bom roteiro, escreve e guarda. Emerson gosta de deixar a ideia na cabeça por vários dias ou meses e, então, quando acha que ela está boa, começa a construir um roteiro.[7]

Emerson Abreu segue uma rotina em que acha mais agradável trabalhar de noite, pois é mais tranquilo, sem distrações, e já está com a cabeça recheada de informações que recolheu durante o dia. No início de sua carreira, o escritor usava como referência as antigas aventuras do Tio Patinhas, escritas por Carl Barks, e as tirinhas do Calvin, de Bill Watterson. Naquela época, seu senso de humor foi considerado "cínico" para a Turma da Mônica e ele precisou alterá-lo para se encaixar no padrão da casa. Aos poucos, Abreu foi criando um estilo mais debochado de roteiro que lhe agradava. Ele também gosta de incluir piadas ácidas, irônicas e sarcásticas em seus quadrinhos, que vieram a agradar o público.[7]

Penha discutindo com Cebolinha em 'Cebolinha N32', da Panini

Penha obriga que o Cebolinha a sustente, em esboço de Emerson para a famosa história "A namorada do Cebolinha". Nessa imagem, é representada a personalidade controladora de Penha para com o namorado.

Emerson procura sempre imprimir uma personalidade forte nas personagens, imaginá-las como pessoas de verdade com uma dose extra de drama (como demostrado na imagem da direita). Caso contrário, ele acredita que a história acaba parecendo falsa e artificial. Seus personagens precisam ter uma motivação válida por trás de suas atitudes e seu raciocínio deve fazer sentido naquele mundo onde ele vive e respira. Como as revistas da Turma da Mônica possuem um público imenso e totalmente diversificado, ao escrever uma história, ele procura pensar em todos os leitores que vão ter acesso ao gibi.[7]

Em seu raciocínio, não é porque ele também atinge o público infantil que as histórias precisam ser bobas, simplistas e "burras", Emerson reforça que histórias bem sacadas e inteligentes agradam sempre por aguçar ainda mais a mente do jovem. Por causa disso, cada roteiro pode ser lido em várias camadas de complexidade, uma para cada tipo de leitor: se é uma criança que está lendo o gibi, ela vai curtir os personagens, as trapalhadas e as gags visuais. Há também o leitor mais fiel, que lê todo o universo da Turma da Mônica, com um nível de conhecimento mais rebuscado, que vai procurar e encontrar pequenas referências escondidas para comentar e discutir com os outros fãs. Tem também as pessoas que compram o gibi na banca e já saem lendo, dentro do ônibus, no caminho pra casa. Elas querem entender a história rapidamente e querem piadas fáceis. E, finalmente, existe um outro tipo de leitor, mais maduro e experiente, que vai conseguir identificar diversas críticas sociais e comportamentais por trás de cada situação. Emerson tem certeza de que, nesse caso, o leitor acaba se identificando, percebendo suas falhas, rindo de si mesmo e, quem sabe até, mude de atitude no futuro.[7]

Sua meta é nunca dar ao leitor o que ele espera de uma história. No momento de escrever uma história, procura não "dar ao público o que o público quer": uma fórmula rápida e fácil de agradar, mas que acaba se desgastando com o tempo. Ele quer sempre fugir do lugar-comum e inovar a cada edição. Caso contrário, as revistas acabam inevitavelmente se repetindo, girando sempre em torno dos mesmos temas e não evoluem. Geralmente os leitores, principalmente os mais antigos, já vêm com uma ideia pré-determinada do tipo de histórias que eles gostariam de ler. Eles têm medo de mudanças e não aceitam nenhum tipo de inovação. Isso limita muito a imaginação de um roteirista. O autor, em personagens novos, desenha folhas de esboços para seus shapes mais simpáticos e um formato que consiga carregar todas as expressões que eles deveriam ser capazes de fazer e ao mesmo tempo não parecerem genéricos.[7]

Galeria de desenhos Editar

Menções em gibis Editar

Personagens Editar

Notas de rodapé Ajuda

  1. 1,0 1,1 Abreu, Emerson B. de (2013). Sobre o Emerson Publicado no Facebook. Visitado em 20 de agosto de 2016.
  2. Abreu, Emerson B. de (23 de maio de 2009). Papo sério (atualizado) Publicado no Blog do Emerson. Visitado em 19 de junho de 2017. Cópia arquivada em 6 de novembro de 2015.
  3. Magalhães, William (21 de maio de 2009). Roteirista explica origens de gírias gays na Turma da Mônica Publicado em A Capa. Visitado em 22 de abril de 2015. Cópia arquivada em 5 de novembro de 2017.
  4. Abreu, Emerson B. de (1 de setembro de 2009). "Uma aula de humor!" Publicado no Blog do Emerson. Visitado em 22 de abril de 2017. Cópia arquivada em 6 de novembro de 2015.
  5. 5,0 5,1 Ultra, Falecido (1 de setembro de 2009). Chico Bento #32 [ligação inativa] Publicado no Melhores do Mundo. Visitado em 6 de novembro de 2017. Cópia arquivada em 7 de janeiro de 2012.
  6. Abreu, Emerson B. de (de setembro de 2014 há fevereiro de 2015). Mistérios e Segredos da supersaga do Fim do Mundo Publicado no Facebook. Visitado em 7 de novembro de 2017.
  7. 7,0 7,1 7,2 7,3 7,4 7,5 7,6 Abreu, Emerson B. de (4 de março de 2010). O Mito da Criatividade Publicado no Blog do Emerson. Visitado em 22 de abril de 2017. Cópia arquivada em 6 de novembro de 2015.

Ligações externasEditar

Mundo real
Este artigo é escrito do ponto de vista do mundo real, ou seja, as pessoas e lugares aqui citados não existem no universo da Turma da Mônica.

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